Colangiopancreatografia retrógada endoscópica (CPRE)

CPREA colangiopancreatografia retrógada endoscópica, permite o diagnóstico e tratamento de parte do sistema digestivo (vesícula biliar, pâncreas e fígado). Consiste na introdução de um produto de contraste através da papila de Vater via endoscópica. O principal risco associado é o desenvolvimento de pancreatite ( 3 a 7%).

Técnica

O médico passa com um endoscópio sucessivamente através da boca, esófago, estômago e duoderno ( 1ª parte do instestino delgado). O principal objetivo passa pela injecção de um material de contraste para dentro dos ductos biliar e pancreático, e posteriormente realizar um exame de RX.

Cuidados

  • Promover jejum de 6 horas antes da intervenção;
  • Verifcar possíveis alergias;
  • Verificar antecedentes pessoais;
  • Vigiar a recuperação anestésica e sinais vitais;
  • Vigiar desconforto abdominal (pela introdução de gás);
  • Vigiar dor abdominal, náuseas e vómitos (possível na pancreatite).

Complicações

  • Pancreatite (inflamação ou infecção);
  • Perfuração instestinal e hemorragia;
  • Infecções.

Objectivos do Exame

Realizar o diagnóstico ou desobstrução de orgãos e canais. Diagnóstico por câmera de vídeo, exérese de pequenos fragmentos para análise (biópsia), verificar a dimensão da estenose/ obstruções.

Referências

http://pt.wikipedia.org/wiki/CPRE

http://www.endoscopiahcfmusp.com.br/dircondutas/Entendendo%20a%20CPRE.pdf

Phipps et al. (2010). Enfermagem médico-cirúrgica. vol III, 3ª ed., Lusodidacta. Pp. 1213
 

Apósitos para tratamento de feridas

Quadro exemplificativo de vários tipos de apósitos existentes no mercado:

Características   Tipo de penso Produto sugerido Imagens (exemplo)
Absorção de Exudado  Pensos de amido de Copolímero  Penso de AbsorçãoDuoderm, grânulos
Alginato de Cálcio (absorve o exedado e liberta cálcio a nível celular – estimula angiogénese)  KaltostatSorbsan

Algosteril

Desbridamento Enzimático  AccuzymeHidrogel

Panafil

Biozyme C

Curatec

Pensos húmidos-a-secos Gaze 100% algodão
Protecção da ferida, isolamento, e absorção suave Hidrocolóides (pensos adesivos de pectina gelatinosa que proporcionam o ambiente ideal para a ferida) DuoDERMRestore

Tegasorb

Ultec

Pensos transparentes (adesivos, pouco espessos, que apoiam o microambiente com vista à regeneração celular) TegadermBioclusive

Opsite

Blister Film

Polyskin

Pensos de espuma de  poliuretano (não adesivos, alguns ajudam a controlar o odor) AllevynLyofoam

PolyMem

CarraSmart

Pensos de hidrogel (gel em bisnaga ou pelicula não aderente, têm efeito suavizante tópico; espessura variada) Elasto-GelVigilon

Nu-Gel

Treponema Pallidum (sífilis)

A sífilis é dividida em 2 tipos: adquirida e congénita. Também tem 3 fases de evolução da doença: a primária, secundária e terciária(tardia).

Sífilis adquirida

Primária: Após 3 semanas de incubação, desenvolvem-se as lesões primárias (altamente infecciosas), local de contacto e de transmissão. Cura passadas 3 a 6 semanas.

Secundária: desenvolvem-se passado 6-8 semanas do contágio. Fase dura 6-8 semanas. Lesões: pele e mucosas (condiloma/verrugas e machas). Elevada bacterémia com doenças sistémicas.

Sífilis latente: intermédia à secundária e terciária. 1/3 doentes avançam para a 3ª fase e 25% para a 2ªfase. Assintomática, com testes serológicos positivos.

Terciária: progressiva e destrutiva (cardiosífilis, neurosífilis),  rara, não contagiosa.

Sifílis Congénita:

Passada da mãe para o útero, comum no 2º a 3º semestre. Desde o nascimento até aos 2 anos. Complicaçõeslesões na pele, hepáticas, e linfáticas; infecções ósseas. Morte: com hemorragias pulmonares, infecções oportunistas, hepatites. Diagnóstico com contraste para detectar T. pallidum, com flurescência, NÃO TREPONÉMICOS: teste VDRL (mede anticorpos) e teste RPR (rapid plama reagin), (teste sorológico); terapia antimicrobiana e TREPONÉMICOS: preciso depois das 3 a 4 semanas com o teste FTA-ABS.

Tratamento: 

  • penicilina-benzatina (aldulto e crianças)
  • doxicilina  e tretaciclina (alérgica)

 

Helicobacter pylori

É uma bactéria que curvada e espiralizadas com mobilidade rápida. Microaerófila produtora de urease, colinizam no estômago ao nível das cél. mucosa gástricas. Resistentes aos ácidos (HCL) e mucos. Causam gastrites agudas, úlceras duodenais e gástricas, com infecções com tendência a crónica. Aumentam o risco de carcinoma e linfoma gástrico cel. B. A transmissão é feita entre o homem.
Tratamento
É realizado antibioterapia, com metronidazol e tretaciclinas, com inbidores das bombas protónicas (>ph).

Vídeo exemplificativo das consequência do microorganismo:

Esquema de atuação da bactéria:

bibliografia:
[http://pt.wikipedia.org/wiki/Helicobacter_pylori] consultado em 24-06-2012
[http://pt.wikipedia.org/wiki/Inibidor_da_bomba_de_prot%C3%B5es] consultado em 24-06-2012
[http://pt.wikipedia.org/wiki/Helicobacter_pylori] consultado em 24-06-2012

Norovírus (Vírus Norwalk)

Geneticamente diversificado, com apenas de uma cadeia de RNA. É responsável pelas epidemias de gastroenterites víricas em adultos (escolas, bases militares, prisões). A transmissão por ingestão de alimentos ou água contaminada, com um incubação de 24-48 horas, com sintomas fortes mas curtos de 1-2 dias. Sinomatologia de naúseas, vómitos, diarreia. Há probabilidade de contato por 3-8 dias.
Responsável por 90% das contaminações de gastroenterites em todo o mundo.
O diagnóstico é realizado por PCR (cadeia de reacção de Polimerase), análise sensitiva com apenas 10 partículas de vírus.

 bibliografia:
[ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/hidrica/doc/IF10_Norovirus.pdf] consultado em 24/06/2012 às 15:09

Rotavírus

É um vírus de RNA, da família Reoviridae. As principais manisfetações são diarreias em crianças (menores de 2 anos), grávidas, doença sazonal com manifestações principalmente durante os meses frios. As crianças estão protegidas via IgA nos primeiros 6 meses de vida. Existem também surtos nas enfermarias ou infantários, com pequenas doses de infecção. As precauções a ter é a  lavagem apropriada das mãos.

Este vírus é responsável pela gastroentrite aguda.